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JPMorgan encontra 225 ações ligadas à IA que ainda estão fora do radar do mercado

Por Redação
Atualizado em 01/11/2026 às 07:05 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O JPMorgan identificou 2.636 empresas expostas à cadeia da inteligência artificial em um amplo estudo global. Desse universo, 73% correspondem a companhias que não fazem parte de ETFs de IA nem das cestas temáticas tradicionalmente acompanhadas pelos investidores. Após filtros de exposição de receita e avaliação dos analistas setoriais, o banco reduziu a lista para 937 ações, sendo 672 de pequena e média capitalização e 265 large caps. Dentre elas, 225 são consideradas "novas oportunidades" ainda pouco exploradas pelo mercado.

A principal conclusão do relatório é que o próximo estágio do tema deve se espalhar muito além das gigantes de tecnologia que lideraram a alta dos últimos anos. "Contrariamente ao consenso, são as empresas de menor e média capitalização que oferecem as oportunidades mais atraentes neste momento", afirmam os estrategistas. O estudo mostra que as companhias de pequeno e médio porte representam 81% de todas as empresas expostas à IA identificadas pelo banco e 77% do universo considerado líquido para investidores institucionais.

Uma das principais preocupações dos investidores tem sido a sustentabilidade dos gastos bilionários com inteligência artificial. Segundo o JPMorgan, os dados sugerem que esse receio pode estar exagerado: apenas 189 empresas respondem por cerca de 90% de todos os investimentos globais relacionados à IA realizados nos últimos três anos. Pelas contas do banco, esses 189 maiores investidores poderiam financiar o equivalente a 508% dos gastos globais previstos para 2027 por meio da combinação de geração de caixa e capacidade de endividamento. A conclusão é que o chamado "superciclo" de investimentos ainda possui bases financeiras sólidas e pode continuar impulsionando a demanda por semicondutores, infraestrutura, data centers, energia e software.

O banco alerta, porém, que boa parte do universo de inteligência artificial já negocia com múltiplos elevados. Quando os valuations atuais são comparados ao crescimento esperado dos lucros, muitas empresas parecem tão caras quanto durante a bolha das empresas de tecnologia no início dos anos 2000. Por isso, a recomendação é ampliar o olhar para além das gigantes. "Há muito mais empresas expostas à IA do que o mercado percebe", destacam os estrategistas.

Regionalmente, o banco vê a maior quantidade de oportunidades nos Estados Unidos e na Ásia. Os EUA representam cerca de 32% das empresas identificadas na carteira global de IA, enquanto China, Japão e o restante da Ásia concentram parcela relevante dos fornecedores da cadeia tecnológica. Entre os setores preferidos aparecem tecnologia, indústria, materiais básicos e infraestrutura. As principais apostas incluem empresas ligadas à infraestrutura de data centers, fabricantes de equipamentos para semicondutores, fornecedores de componentes para chips avançados, companhias de software corporativo e empresas envolvidas na expansão da rede elétrica necessária para sustentar o crescimento da IA.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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