Juros futuros fecham com leves baixas no Brasil em meio a apostas sobre juros nos EUA
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quarta-feira com leves baixas, em um dia marcado pelo aumento das apostas de que o Federal Reserve não promoverá nova alta de juros em outubro nos Estados Unidos, enquanto investidores no Brasil acompanhavam o noticiário eleitoral.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,55%, com baixa de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,573% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,96%, com recuo de 4 pontos-base ante 13,999%.
O movimento foi influenciado pelos rendimentos dos Treasuries, que chegaram a ceder durante a manhã e contribuíram para o recuo das taxas brasileiras, mas recuperaram o fôlego no restante da sessão. O núcleo do índice PCE — medida observada pelo Federal Reserve — subiu 0,2% em agosto, abaixo da projeção de 0,3% dos economistas ouvidos pela Reuters. O índice PCE cheio subiu 0,3%, também abaixo da alta de 0,4% projetada. O resultado elevou as apostas de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00% em outubro.
Outros números norte-americanos, no entanto, não foram tão favoráveis à manutenção dos juros. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou 2,2% no segundo trimestre, acima da projeção de 1,5% de economistas e da estimativa anterior, também de 1,5%. O Relatório Nacional de Emprego da ADP mostrou abertura de 90 mil postos de trabalho no setor privado neste mês, após 36 mil em agosto, em dado revisado para baixo, enquanto economistas previam 70 mil postos.
Passado o primeiro impacto do PCE, os rendimentos dos Treasuries se recuperaram, com as taxas de curto prazo se reaproximando da estabilidade e as de longo prazo voltando a subir. No pico do dia, o rendimento do Treasury de dez anos superou os 5,30%. Às 15h14, a taxa do DI para janeiro de 2035 atingiu a máxima de 14,010%, para depois encerrar com leve queda. No Brasil, o IBGE informou que os preços ao produtor subiram 0,36% em agosto, após três meses de deflação, e o Banco Central informou que a dívida bruta brasileira subiu para 82,9% do PIB em agosto, ante 82,6% em julho.
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Por Redação