Líder opositora María Corina Machado tentou voltar sete vezes à Venezuela e não conseguiu
A líder opositora venezuelana María Corina Machado tentou retornar à Venezuela sete vezes desde que deixou o país, mas nenhuma das operações planejadas conseguiu levá-la de volta ao território venezuelano. As três tentativas mais recentes ocorreram nas últimas horas e envolveram uma viagem de barco a partir do Panamá e voos previstos para Aruba e Curaçao.
Segundo o jornal espanhol ABC, que afirma ter acompanhado os preparativos no Panamá e reconstruído as operações anteriores, o plano mais recente começou com uma viagem marítima entre Panamá e Venezuela. Uma pequena embarcação deveria partir na noite de segunda-feira (21) e navegar por cerca de dois dias pelo Caribe. A saída foi cancelada poucas horas antes do embarque, após a empresa responsável informar uma falha importante em um dos motores.
Com a rota marítima descartada, a equipe buscou alternativas aéreas. Um avião foi preparado para levá-la a Aruba, de onde seguiria à Venezuela, mas problemas administrativos impediram a operação. Outra tentativa foi organizada com destino a Curaçao. As autoridades responsáveis pelas ilhas não autorizaram as operações, e Bonaire também foi considerada antes de ser descartada. A emissora colombiana NTN24 confirmou as três novas tentativas e informou que María Corina permanecia no Panamá. Ana Corina Sosa, filha da opositora, disse à emissora que a mãe trabalha diariamente para retornar, mas reconheceu que existem obstáculos no processo.
As tentativas anteriores começaram após os terremotos que atingiram a Venezuela. Em 29 de junho, María Corina afirmou que o chavismo havia fechado o espaço aéreo comercial venezuelano para impedir sua entrada. Ela tentou voltar a partir dos Estados Unidos: embarcou em um avião privado que deixou Manassas, na Virgínia, em 26 de junho com destino a Curaçao, mas a aeronave precisou retornar durante o trajeto. Dois dias depois, tentou embarcar em um voo comercial da Copa Airlines entre Panamá e Caracas, sem sucesso. O ABC afirma ter identificado ainda uma terceira tentativa por rota terrestre e uma quarta operação combinando trajetos, cujos detalhes não foram divulgados.
María Corina está fora da Venezuela desde dezembro de 2025, quando deixou o país para viajar à Europa após receber o Prêmio Nobel da Paz. Segundo o ABC, o governo do Panamá concedeu a ela um passaporte diplomático especial por razões humanitárias, já que seu passaporte venezuelano está vencido e Caracas não emitiu novo documento. A opositora tem dito que pretende retornar para participar da transição política conduzida com apoio dos Estados Unidos e pressionar pela realização de novas eleições.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação