Lula enfrenta pressão econômica parecida com a que atingiu Dilma
Dez anos após o impeachment de Dilma Rousseff, o governo Lula enfrenta um cenário de incertezas econômicas e queda de popularidade que, segundo especialistas, guarda semelhanças com o período que antecedeu o afastamento da petista. O ponto central de aproximação é a preocupação com a sustentabilidade das contas públicas, já que o atual governo gasta mais do que arrecada e amplia o endividamento em relação ao PIB, repetindo a lógica da gestão Dilma.
A grande diferença, no entanto, está na articulação política. Enquanto Dilma perdeu o apoio parlamentar após confrontar lideranças da Câmara, Lula demonstra maior pragmatismo ao dividir poder e recursos com o Centrão, grupo que controla a maioria das votações no Congresso. Ao garantir emendas e influência no orçamento, o presidente consegue estabilidade política e se protege contra tentativas de interrupção do mandato.
Apesar do desgaste, a resiliência de Lula nas pesquisas é atribuída à sua longa trajetória e ao impacto dos programas sociais, que geram temor de perda de benefícios em parte do eleitorado. A insatisfação é mais visível na classe média, entre empresários industriais e no agronegócio, que criticam a falta de foco na redução de gastos e o modelo econômico centrado no Estado.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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