Lula vs. Lula: onde o petista teve desempenho pior nos votos em relação a 2022
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu participação nos votos válidos em 25 das 27 unidades da Federação no primeiro turno das eleições de 2026, na comparação com a primeira volta de 2022. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 99,74% das seções totalizadas no país. As únicas exceções foram Amapá e Distrito Federal, onde o petista registrou participação maior entre as duas eleições.
Goiás foi o estado com a maior perda: Lula passou de 39,51% para 31,06% dos votos válidos, queda de 8,46 pontos percentuais. No Centro-Oeste, também houve recuo em Mato Grosso (de 34,39% para 29,18%, menos 5,21 pontos) e Mato Grosso do Sul (de 39,04% para 34,68%, menos 4,36 pontos).
No Nordeste, reduto eleitoral histórico do PT, Lula perdeu participação em todos os estados. As maiores quedas foram no Maranhão (de 68,84% para 63,91%, recuo de 4,94 pontos), na Bahia (de 69,73% para 66,04%, menos 3,68 pontos) e no Piauí (de 74,25% para 70,95%, menos 3,30 pontos).
No Sudeste, que concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro, as maiores perdas ocorreram em Minas Gerais e São Paulo. Em Minas, Lula passou de 48,29% para 43,25%, queda de 5,04 pontos, com 99,51% das seções totalizadas. Em São Paulo, foi de 40,89% para 38,20%, recuo de 2,69 pontos, com 99,99% apurado. Espírito Santo e Rio de Janeiro também registraram participação menor.
No Sul, houve perda nos três estados: Rio Grande do Sul (de 42,28% para 35,73%, menos 6,56 pontos), Paraná (de 35,99% para 31,20%, menos 4,79 pontos) e Santa Catarina (de 29,54% para 25,04%, menos 4,49 pontos). Na região Norte, as maiores quedas foram em Tocantins (de 50,40% para 43,42%, menos 6,97 pontos), Rondônia (de 28,98% para 25,89%, menos 3,09 pontos) e Pará (de 52,22% para 49,84%, menos 2,37 pontos). A comparação considera o primeiro turno das duas eleições; os resultados de 2022 estão completos, enquanto os de 2026 ainda são parciais em parte dos estados.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação