— Carregando clima…
Última Hora
• Por que até seus melhores funcionários contornam sistemas de IA que funcionam? • O primeiro dia de Leão no Uruguai: uma recepção de braços aberto • Antonio Cardoso na Canção e a Prece: "Confiança" • XXXII Domingo do Tempo Comum • MBA Brasil seleciona seis brasileiros para bolsas de US$ 10 mil em MBAs no exterior • Fundo Kappa: Tribunal de Malta determina ressarcimento de 24,1 milhões de euros ao IOR • O primeiro dia do Papa no Uruguai em um minuto! • Reitor da Universidade Católica do Uruguai: “Magnifica humanitas é fundamental" • Por que até seus melhores funcionários contornam sistemas de IA que funcionam? • O primeiro dia de Leão no Uruguai: uma recepção de braços aberto • Antonio Cardoso na Canção e a Prece: "Confiança" • XXXII Domingo do Tempo Comum • MBA Brasil seleciona seis brasileiros para bolsas de US$ 10 mil em MBAs no exterior • Fundo Kappa: Tribunal de Malta determina ressarcimento de 24,1 milhões de euros ao IOR • O primeiro dia do Papa no Uruguai em um minuto! • Reitor da Universidade Católica do Uruguai: “Magnifica humanitas é fundamental"
Ver Todas

Missão digital e comunhão eclesial: entre a torre e o muro

Por Redação
Atualizado em 23/09/2026 às 18:50 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O Papa Leão XIV aborda a relação entre a missão digital da Igreja e a comunhão eclesial em sua primeira encíclica, Magnifica Humanitas, publicada em maio, dedicada à custódia da pessoa humana no tempo da inteligência artificial. No documento, o pontífice recorre a duas imagens bíblicas para tratar do tema: a torre de Babel, erguida por um povo que queria um só nome e uma só língua e que terminou disperso, e Neemias, que ao chegar a Jerusalém em ruínas reuniu as famílias e distribuiu um trecho do muro para cada uma reconstruir.

Segundo Leão XIV, a escolha real não é entre dizer sim ou não à tecnologia, mas entre erigir Babel ou reconstruir Jerusalém — entre um poder que quer dominar os céus e um povo que trabalha junto na presença de Deus. A reflexão é desenvolvida em artigo do padre Marcio Tadeu, sacerdote na Diocese de Votuporanga (SP), pároco, professor, pós-graduado em Bioética pela Cátedra da UNESCO e apresentador na RedeVida.

O texto parte de um trecho da carta aos Gálatas, em que Paulo se indigna porque um povo que já havia vivido a liberdade do Evangelho se deixou seduzir por vozes que prometiam um conhecimento superior. O autor atualiza essa indignação para o tempo atual, em que qualquer pessoa com um celular e uma boa edição de vídeo pode se apresentar como voz autorizada da tradição católica. Ele observa que perfis de leigos e também de clérigos constroem grandes audiências, mas aos poucos se afastam da comunhão eclesial sem declarar formalmente esse distanciamento: a comunhão esfria enquanto o número de seguidores esquenta.

O artigo cita a mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial das Comunicações Sociais, na qual o pontífice escreveu que os algoritmos não são neutros, e alerta para o risco da câmara de eco, em que a pessoa só escuta variações da própria voz e confunde isso com discernimento. Menciona ainda a encíclica Fratelli Tutti, que trata dos fanatismos entre pessoas religiosas e da tolerância à difamação e à calúnia em redes de violência verbal na internet.

O autor pondera, no entanto, que as mesmas ferramentas podem ajudar a romper barreiras de ignorância e tornar acessível um patrimônio de conhecimento antes restrito a especialistas. A questão, segundo ele, não está na rede social em si, mas quando quem fala em nome da fé trata a própria audiência como medida da verdade. O texto recorre ainda a São José, que diante da gravidez de Maria decidiu resolver o assunto sem expor, como exemplo de espera ativa diante de Deus, e conclui que o convite não é parar de usar as redes, mas lembrar que a Igreja é feita de homens e mulheres que aceitam formar comunhão com quem discordam.

Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Religião O primeiro dia de Leão no Uruguai: uma recepção de braços aberto A chegada do Papa Leão XIV a Montevidéu marca a história do país que depois de mais de 38 anos recebe… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Redação