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Montadoras nos EUA pedem proibição permanente de carros chineses

Por Redação
Atualizado em 02/11/2026 às 18:55 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um grupo que representa quase todas as principais montadoras dos Estados Unidos pediu, nesta segunda-feira, que os parlamentares do país aprovem uma proibição permanente de veículos chineses. O apelo ocorre antes do retorno do Congresso, na próxima semana, para uma sessão rápida após as eleições legislativas de meio de mandato.

Em setembro, os autores da proposta bipartidária no Senado para proibir veículos chineses concordaram em adiar a tentativa de acelerar a tramitação do projeto de lei até novembro, apesar do apoio esmagador. “Precisamos proteger o mercado dos EUA de uma enxurrada de importações chinesas que trazem riscos de vigilância e prejudicam os fabricantes atuais, que fizeram investimentos de gerações nas comunidades americanas”, afirmou John Bozzella, que lidera a Aliança para a Inovação Automotiva, entidade que representa a General Motors, a Toyota, a Volkswagen e outras grandes montadoras.

Bozzella citou os ganhos chineses no mercado europeu. Segundo ele, nos primeiros oito meses de 2026, a União Europeia importou mais de 1,1 milhão de veículos da China — mais do que em todo o ano de 2025. “Dado o risco óbvio à segurança nacional e o padrão de comportamento desleal da China, o Congresso deve proteger nossa base de defesa e de manufatura avançada e impedir que as montadoras chinesas façam aqui o que têm conseguido fazer impunemente na Europa”, disse.

Uma comissão do Senado aprovou o projeto de lei em julho, e uma versão da Câmara já conta com mais de 100 coautores. Montadoras e assessores legislativos esperam conseguir a aprovação definitiva ainda este ano. Alguns assessores do Congresso e lobistas do setor automotivo, porém, acreditam que, caso os democratas conquistem o controle do Congresso, talvez não haja tempo suficiente para aprovar a proibição antes do fim desta sessão, em dezembro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Fox News em setembro que aceitaria que montadoras chinesas fabricassem carros no país, o que causou alarme entre as montadoras. Uma regulamentação imposta pelo antigo governo Biden no início de 2025 proibiu efetivamente que montadoras chinesas vendessem ou fabricassem veículos de passageiros nos EUA, sob o argumento de que elas poderiam enviar dados confidenciais dos motoristas para a China. Washington também mantém tarifas superiores a 100% sobre veículos elétricos chineses. O Ministério das Relações Exteriores da China já havia instado os Estados Unidos a “respeitar as leis da economia de mercado e os princípios da concorrência leal”, criticando propostas anteriores contra empresas chinesas como “repressão irracional”.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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