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Na China, a guerra contra os mosquitos entrou na era da inteligência artificial

Por Redação
Atualizado em 01/11/2026 às 07:35 schedule 3 min de leitura visibility 4 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O dispositivo, batizado de Laser Mosquito Air Defense System, foi desenvolvido pela Photon Matrix, sediada em Changzhou, e combina tecnologias usadas em carros autônomos com inteligência artificial para localizar mosquitos em pleno voo e queimar suas asas. O equipamento é comercializado por cerca de US$ 1.000 e, segundo a fabricante, já recebeu 5.000 encomendas pagas antecipadamente, com produção em massa prevista para começar nas próximas semanas por meio de um fabricante parceiro.

Em uma demonstração nos escritórios da empresa, o aparelho — uma máquina branca de tamanho semelhante ao de um tijolo — abatia mosquito após mosquito, cada um envolto brevemente por uma pequena chama azul ou verde acompanhada de um estalo. O sistema usa lidar, tecnologia de detecção e medição por luz empregada em veículos autônomos, disparando 100 mil pulsos de laser extremamente fracos por segundo para mapear uma área bidimensional à sua frente e rastrear objetos menores que uma ervilha.

O laser, porém, proporciona um fim brutal, mas não rápido. Segundo Wang Chuan, CEO e fundador da Photon Matrix, os insetos que perdem as asas podem levar horas ou até dias para morrer, permanecendo no chão com leves espasmos. Após a demonstração, os mosquitos abatidos foram examinados: as asas haviam desaparecido, mas pernas e corpos pareciam intactos, e nenhum deles conseguia voar.

Há um risco potencialmente perigoso. Um laser capaz de incapacitar um mosquito também pode causar danos aos olhos humanos. O equipamento utiliza um laser Classe 4, a categoria mais poderosa existente, normalmente reservada para aplicações industriais, capaz de provocar lesões na retina em menos de um segundo. A empresa testou inicialmente lasers Classe 3, menos potentes, mas concluiu que eles não incapacitavam os mosquitos de forma confiável. Por isso, optou pela versão Classe 4, limitando cada disparo a um centésimo de segundo — suficiente, segundo Wang, para destruir as asas dos insetos e reduzir, mas não eliminar, o risco de danos oculares.

Para proteger pessoas e animais domésticos, uma câmera equipada com IA reconhece esses alvos e impede o disparo, além de identificar superfícies reflexivas que poderiam desviar os feixes. Um sistema infravermelho permite a operação noturna, e um radar independente detecta movimentos no trajeto do laser. Os compradores precisam passar por um teste de segurança com 15 perguntas e só podem ativar o equipamento com impressão digital quem acerta todas. Wang afirmou que a empresa busca aprovação regulatória na China, Europa e Estados Unidos e acredita que a autorização chinesa esteja próxima. Ken Barat, ex-responsável pela segurança de lasers no Lawrence Berkeley National Laboratory, afirmou que as múltiplas camadas de proteção podem tornar o aparelho seguro, mas alertou que um laser Classe 4 projetado para focar em algo tão pequeno quanto um mosquito concentra muita energia em um espaço reduzido.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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