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O conselho de um bilionário aos jovens em tempos de IA: leia mais e fale melhor

Atualizado em 29/09/2026 às 07:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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À medida que ferramentas de inteligência artificial assumem tarefas analíticas e cognitivas rotineiras, líderes empresariais passaram a defender que habilidades humanas seguem sendo um ativo valioso no mercado de trabalho. Para o bilionário David Rubenstein, os fundamentos do sucesso na carreira não mudaram com a chegada da IA.

Em entrevista recente ao Business Insider, o cofundador do Carlyle Group, gestora global de investimentos com US$ 14 bilhões sob gestão, afirmou que o melhor caminho para um jovem é aprender a ler e gostar de ler, comunicar-se de forma eficaz e persuasiva e escrever razoavelmente bem. Em vez de perseguir apenas salários mais altos ou prestígio, ele aconselha profissionais em início de carreira a encontrar algo de que realmente gostem e transformar isso no trabalho de suas vidas. Segundo Rubenstein, o sucesso tende a surgir quando a atividade não parece trabalho — “ninguém ganhou um Prêmio Nobel odiando o que faz”, disse o bilionário de 77 anos.

Rubenstein reconhece que cada vez mais profissionais recorrem à IA para ler e escrever, mas sustenta que o julgamento humano continuará essencial para distinguir um texto bom de um ruim. Ele cita exemplos de líderes que mantêm o hábito da leitura: Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, já afirmou que passava 80% do dia lendo, enquanto Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, lê cinco jornais antes de começar a trabalhar. “As habilidades básicas que tornaram as pessoas bem-sucedidas ao longo dos últimos milhares de anos provavelmente não vão desaparecer”, afirmou.

Outras executivas do setor de tecnologia compartilham a avaliação. Daniela Amodei, presidente e cofundadora da Anthropic, defende que as habilidades interpessoais são mais importantes do que nunca em um cenário em que humanos e IA trabalham lado a lado, e que formações em humanidades, ciências sociais, artes e disciplinas intensivas em leitura e escrita oferecem um conjunto de competências mais completo. “Eu realmente acho que estudar humanidades vai se tornar mais importante do que nunca”, disse à ABC News, citando inteligência emocional, comunicação, curiosidade e pensamento crítico.

Jack Clark, também cofundador da Anthropic, afirma que sua formação em literatura inglesa e escrita criativa foi fundamental para sua trajetória na indústria de IA. Jaime Teevan, cientista-chefe da Microsoft, avalia que profissionais com sólida formação em humanidades terão vantagem, já que o uso dessas ferramentas depende de linguagem natural, contexto, intenção e pensamento crítico. Segundo ela, habilidades metacognitivas — flexibilidade, adaptabilidade, experimentação e capacidade de questionar — serão diferenciais, especialmente para a geração Z.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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