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O engodo climático dos países ricos

Por Redação
Atualizado em 22/09/2026 às 15:05 schedule 2 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O economista dinamarquês Bjorn Lomborg e o economista indiano Indermit Gill, recém-saído do cargo de economista-chefe do Banco Mundial, assinam artigo no Wall Street Journal em que criticam o que chamam de desvio de foco das instituições multilaterais. Segundo eles, os bancos de desenvolvimento “perderam o foco sobre as melhores maneiras de ajudar os pobres” ao priorizar o financiamento climático.

Os autores afirmam que, em 2025, o financiamento climático de bancos multilaterais para países de baixa e média renda ultrapassou US$ 103 bilhões — quase metade de todo o financiamento dessas instituições. Só o Banco Mundial teria destinado 48% de seus empréstimos à área climática. Para Lomborg e Gill, políticas voltadas a objetivos tradicionais, como redução da pobreza e melhoria da saúde, “geralmente vencem de forma decisiva” quando examinadas com rigor.

Eles citam a energia como exemplo: grande parte da África usa menos eletricidade por pessoa do que uma geladeira em uma casa ocidental, enquanto os bancos de desenvolvimento se recusam a financiar novos projetos de combustíveis fósseis em países pobres. O texto lembra ainda que os africanos classificaram as mudanças climáticas em 31º lugar entre 34 prioridades em pesquisa recente do Afrobarometer.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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