O iPhone dobrável chegou tarde demais? A Samsung aposta que sim
A Samsung aposta que a experiência acumulada em sete anos de mercado de dobráveis será sua principal vantagem diante da chegada do primeiro iPhone dobrável, que a Apple deve anunciar em evento nesta semana. A fabricante sul-coreana, pioneira na categoria desde 2019, afirma que as vendas de sua linha mais recente de dobráveis cresceram 30% em volume na comparação anual, segundo informações divulgadas com exclusividade à Fortune.
O executivo sênior da Samsung, Dave Das, afirmou que a resposta dos consumidores aos aparelhos dobráveis tem sido "extraordinária". Segundo ele, o formato atrai novos usuários curiosos pela tecnologia e também estimula quem já aderiu ao modelo a trocar de aparelho com mais frequência. Dados da empresa indicam que o número de novos clientes vindos de marcas concorrentes é 25% maior entre os dobráveis do que nos smartphones tradicionais, incluindo consumidores que migram do ecossistema da Apple para o Android.
A Samsung liderou o mercado global de dobráveis em 2025, com participação de 40%, seguida pela Huawei, com 30%, segundo a Counterpoint Research. A categoria, porém, ainda representa menos de 2% das vendas globais de celulares. Em julho, a companhia lançou sua nova linha, com os modelos Z Fold 8 e Z Flip 8, além de um aparelho inédito com dimensões semelhantes às de um passaporte, que deve concorrer diretamente com o futuro iPhone dobrável da Apple.
Segundo Das, 40% das vendas de dobráveis da Samsung correspondem ao Galaxy Z Fold 8, outros 40% vêm do modelo premium Z Fold Ultra 8 e os 20% restantes são do Z Flip 8. O executivo destacou que a empresa aprendeu, ao longo dos anos, a atender públicos distintos: consumidores focados em produtividade, em consumo de conteúdo e em criação de conteúdo. A Apple, que obtém cerca de metade de sua receita com o iPhone, enfrenta o desafio de estimular a troca de aparelhos em um momento de desaceleração das vendas, e o lançamento do dobrável ocorre sob o comando do novo CEO, John Ternus, que substitui Tim Cook.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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