O que Romeu Zema disse em sabatina do Jornal Nacional com presidenciáveis
O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, foi o primeiro presidenciável a participar da sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo, realizada nesta segunda-feira (24/08). Durante os 40 minutos de entrevista, Zema apresentou propostas como a privatização de empresas estatais, a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Na área econômica, o candidato afirmou que manterá a reposição da inflação no salário mínimo, mas condicionou a aplicação de ganho real à melhora das contas públicas e à redução dos juros. Sobre aposentadorias, disse que não pretende alterar imediatamente a idade mínima, mas que a mudança poderia ocorrer no futuro conforme o aumento da expectativa de vida. Zema também defendeu a simplificação das leis trabalhistas e a criação de um regime de trabalho por hora para aumentar a formalização do mercado.
Em relação ao 8 de janeiro, Zema disse não acreditar que houve uma tentativa de golpe de Estado no Brasil e prometeu anistiar condenados ou transferir os julgamentos para outras instâncias. Ele classificou as decisões do Supremo Tribunal Federal sobre o caso como "nitidamente políticas". O candidato também se manifestou contra punições a quem deixar de se vacinar, afirmando que a obrigatoriedade da vacina não pode ser tratada como crime em um país democrático.
Além de Zema, estão previstas sabatinas com outros cinco candidatos ao longo da semana: o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o escritor Augusto Cury (Avante). A participação de Zema ocorreu um dia após ele cancelar sua ida a um debate da Rede Bandeirantes, depois da confirmação das ausências de Lula e Flávio Bolsonaro.
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