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O viés oculto que faz gestores interpretar rankings de forma errada

Por Redação
Atualizado em 28/10/2026 às 08:05 schedule 2 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um estudo publicado na revista Organizational Behavior and Human Decision Processes identificou um viés recorrente na forma como gestores interpretam rankings: as pessoas tendem a preferir a opção que aparece em uma lista mais curta, mesmo quando sua posição relativa não é melhor. Em um dos experimentos, 61% dos gestores escolheram a candidata classificada em terceiro lugar entre 12 funcionários, em vez daquela em sexto entre 24 — embora ambas estivessem no mesmo percentil 25 de seus grupos.

Os pesquisadores realizaram oito experimentos com mais de 4.400 participantes e observaram o padrão em decisões variadas, como contratação, escolha de produtos e até seleção de músicas. O viés persistiu mesmo quando a opção da lista curta era objetivamente pior em termos relativos: em uma das versões, 57% escolheram o segundo lugar entre oito em vez do quarto entre 20, que representa percentil superior. Segundo os autores, as pessoas dão mais peso à distância até o topo do que ao tamanho total da lista, pulando a etapa de calcular a posição relativa.

Os pesquisadores recomendam que empresas priorizem percentis em vez de posições absolutas ao comparar grupos de tamanhos diferentes, e que destaquem quantos concorrentes ficaram para trás. A apresentação por percentil eliminou o viés nos testes, segundo o estudo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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