Onde Lula perde força em relação a 2022 e onde Flávio mantém os redutos de Bolsonaro
O mapa eleitoral de 2026 mantém traços semelhantes ao de 2022, mas com margens menores para os dois principais candidatos. Segundo as pesquisas estaduais mais recentes de Quaest e Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente à frente em 11 estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera em oito estados e no Distrito Federal. Outras sete unidades federativas registram empate técnico. Em 2022, Lula venceu o primeiro turno em 14 estados, e Jair Bolsonaro, em 12 e no DF.
O Nordeste segue como principal reduto de Lula, com vantagem nos nove estados da região e diferença superior a 30 pontos em seis deles. As margens, porém, estão abaixo das registradas nas urnas de 2022. Na Bahia, Lula passou de 69,7% para 58% na Quaest, contra 23% de Flávio. No Ceará, caiu de 65,9% para 55%. No Maranhão, de 68,8% para 59%. No Piauí, o Datafolha aponta 59% para Lula, ante 74,3% em 2022, enquanto Flávio registra 20%, praticamente o mesmo patamar do pai, que teve 19,9%. Em Pernambuco, Lula aparece com 60%, contra 65,3% há quatro anos, e Flávio tem 24%.
Minas Gerais é o estado onde o mapa se comprimiu. Em 2022, Lula teve 48,3% no primeiro turno, contra 43,6% de Jair Bolsonaro. Agora, o Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio com 37%, em empate técnico, enquanto a Quaest registra 35% a 30%. Em São Paulo, o Datafolha aponta Flávio com 38% e Lula com 33%. Entre eleitores que dizem votar no governador Tarcísio de Freitas, 63% escolhem Flávio para presidente. No Rio de Janeiro, Flávio mantém a dianteira do campo bolsonarista, com 44% contra 38% de Lula no Datafolha.
No Sul, Paraná e Santa Catarina seguem como redutos de Flávio. No Paraná, ele tem 40%, contra 26% de Lula. Em Santa Catarina, marca 50%, enquanto Lula tem 23%. No Rio Grande do Sul, a disputa está em empate técnico: 35% a 31%. No Centro-Oeste, Flávio lidera em Mato Grosso (50% a 25%), Mato Grosso do Sul (42% a 27%) e no Distrito Federal (41% a 34%). Goiás aparece mais equilibrado, com 33% a 27% dentro da margem de erro. No Norte, Lula lidera no Pará e Amapá, Flávio no Acre, Rondônia e Roraima, e há empate técnico no Amazonas e Tocantins.
Os dados indicam continuidade territorial, sem expansão generalizada da votação bolsonarista. Flávio aparece abaixo do percentual de Jair Bolsonaro em praticamente todos os estados comparáveis, com exceção residual do Piauí. Lula também registra recuos em todos os estados do recorte. A variável central para 2026 será o tamanho das margens: quanto Lula conseguirá preservar no Nordeste e quanto Flávio manterá do desempenho do pai nos redutos de direita.
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Por Redação