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OPEP+ sinaliza produção estável em dezembro e volta foco para cotas de 2027

Por Redação
Atualizado em 31/10/2026 às 18:40 schedule 3 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Os países produtores de petróleo da OPEP+ chegaram a um acordo em princípio para manter inalteradas as metas de produção da commodity em dezembro, segundo informaram à Reuters três fontes a par do assunto neste sábado (31). O entendimento está em linha com as expectativas de que não haverá novos ajustes na política de produção até o próximo ano, enquanto o grupo volta seu foco para as negociações das cotas de 2027.

Sete membros principais da OPEP+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã — devem se reunir online neste domingo (1º) para discutir a política de produção. No encontro anterior, o grupo já havia mantido inalterados os níveis de produção em meio às incertezas no mercado global de petróleo.

O novo acordo ocorre em um momento em que os membros do Golfo vêm aumentando as exportações, que ficaram prejudicadas durante meses devido à guerra no Irã e às restrições no Estreito de Ormuz. A maioria dos produtores, no entanto, ainda extrai petróleo em volumes bem abaixo de suas metas de produção. A OPEP+ é composta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e por aliados, incluindo a Rússia.

Em setembro, a OPEP+ concluiu a reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia (bpd), inicialmente acordado em 2023. As interrupções provocadas pela guerra no Irã fizeram com que produtores do Golfo ficassem abaixo de suas cotas. A Reuters informou em julho que a OPEP+ provavelmente não faria alterações em suas metas durante o quarto trimestre, enquanto voltava sua atenção para as negociações sobre as cotas de 2027. O cenário ocorre com os preços internacionais ainda pressionados pelas tensões no Oriente Médio — nesta sexta-feira (30), o petróleo voltou a subir em meio aos ataques e às incertezas na região.

O grupo ainda mantém outra rodada de cortes de produção de cerca de 2 milhões de barris por dia, abrangendo a maioria dos membros até o fim de 2026. Antes de definir como esses cortes poderão ser revertidos, a OPEP+ precisa concluir, durante o quarto trimestre, uma revisão da capacidade de produção de seus integrantes. Essa avaliação servirá de base para definir os níveis de referência de produção de 2027, que determinarão as futuras cotas e ajudarão a estabelecer os planos para a retirada dos cortes ainda em vigor, segundo as fontes.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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