Papa: a caridade deve orientar o progresso. Deus e o homem não são rivais
Cerca de 25 mil pessoas participaram da Audiência Geral desta quarta-feira na Praça São Pedro, onde o Papa Leão XIV retomou o ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II. O tema abordado foi o terceiro capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, intitulado "A atividade humana no mundo".
Na reflexão, o Pontífice afirmou que, criado à imagem e semelhança de Deus, o ser humano é um agente de progresso: com liberdade e inteligência, amplia seus conhecimentos e faz progredir toda a sociedade. O Papa reiterou que o homem e Deus não são rivais e que o progresso técnico-científico não é antagonista da fé cristã. Segundo ele, as conquistas do gênero humano manifestam a grandeza de Deus, que confiou a criação ao ser humano para que a conduza à plenitude por meio de sua atividade sensata.
Leão XIV destacou ainda que, para encontrar Deus, o ser humano não precisa abandonar as ocupações terrenas, mas pode santificar o trabalho cotidiano. Concluiu que o progresso técnico e científico deve ser animado e orientado pela caridade, para que esteja a serviço da dignidade humana e da promoção das condições de vida de todos, especialmente dos mais desfavorecidos.
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Por Redação