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Petróleo Brent sobe a US$ 107, com monitoramento de negociações entre EUA e Irã

Atualizado em 24/09/2026 às 18:35 schedule 3 min de leitura visibility 0 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O petróleo fechou em alta nesta quinta-feira, 24, ampliando os ganhos da sessão anterior, em um cenário de incerteza sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito e liberar a navegação no Estreito de Ormuz.

Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para novembro subiu 4,34%, a US$ 107 o barril. O contrato para dezembro avançou 3,41% (US$ 3,52), a US$ 106,60. Já o WTI para novembro teve alta de 2,65% (US$ 2,45), a US$ 94,61 o barril, na Nymex.

A commodity se afastou das máximas à tarde depois que a Reuters informou que EUA e Irã discutem em Nova York um acordo em etapas para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim ao bloqueio naval americano sobre Teerã. O impasse nas negociações e o endurecimento do tom entre os dois países já haviam motivado a alta na véspera.

Segundo a AFP, dados de rastreamento mostram que três navios-tanque carregados com quase seis milhões de barris de petróleo iraniano, avaliados em cerca de US$ 600 milhões, e apreendidos pelo governo Trump seguem pelo Atlântico rumo aos EUA. Dois deles estão no momento na costa brasileira.

A Arábia Saudita afirmou nesta quinta que interceptou seis mísseis balísticos disparados pelos houthis contra sua cidade portuária de Yanbu, no Mar Vermelho, e contra Taif. Uma reportagem do The Wall Street Journal mostrou que a maioria dos fornecedores de peças de drones dos Houthis, sancionados pelos EUA, está sediada na China, o que sugere uma aliança da milícia para além do Irã.

Os mercados acompanham o encontro entre os presidentes Donald Trump, dos EUA, e Xi Jinping, da China, na Casa Branca. Xi defendeu que Estados Unidos e Irã retornem "o mais rápido possível" ao caminho da solução de divergências por meio de negociações.

A Autoridade Geral de Aviação Civil (GCAA) dos Emirados Árabes Unidos anunciou nesta quinta a suspensão dos voos operados por companhias aéreas iranianas de e para os Emirados, após proibição imposta pelos EUA às companhias aéreas iranianas de utilizar aeroportos em vários países.

Analistas da Capital Economics também alertam para a escassez de diesel, após discussões sobre a possibilidade de o governo americano impor alguma restrição às exportações do derivado. "Agora parece mais provável do que não que algum tipo de restrição às exportações de diesel dos EUA entre em vigor antes das eleições de meio de mandato, o que agravará o atual choque", afirmam.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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