Petróleo cai próximo de mínima de 4 semanas com negociações de paz para Ucrânia e Irã
Os contratos futuros do petróleo encerraram o pregão desta terça-feira em queda de cerca de 1%, no menor patamar de fechamento em quase quatro semanas. O movimento reflete a avaliação do mercado sobre as negociações para encerrar os conflitos na Ucrânia e no Irã, que se contrapõe à preocupação de que novos ataques possam comprometer ainda mais o abastecimento global.
O Brent recuou US$ 1,17, ou 1%, fechando a US$ 103,60 o barril — o menor valor desde 7 de outubro. O West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos caiu 37 centavos, a US$ 96,09, o menor fechamento desde 14 de outubro.
No caso do Irã, uma alta autoridade iraniana afirmou que o país e os EUA ainda estão distantes de um acordo para pôr fim à guerra entre ambos. O Catar, que atua como mediador, intensificou os esforços para evitar uma escalada após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores catariano disse que as partes seguem comprometidas com a mediação e analisam propostas para superar divergências.
Em nota, o ING avaliou que, apesar dos sinais positivos, provavelmente é cedo para considerar que os riscos de escalada tenham passado. A casa destacou, porém, que sinais fortes de progresso nas negociações de paz significariam mais pressão de baixa sobre os preços.
Durante a madrugada, os EUA realizaram ataques na ilha de Qeshm, no Irã. Uma autoridade norte-americana afirmou que a ação teve como alvo mísseis terra-ar usados contra alvos dos EUA, e outra classificou os ataques como limitados, sem indicar retorno a operações de combate em larga escala. O mercado também acompanha as eleições de meio de mandato nos EUA, com pesquisas indicando expectativa de que os democratas conquistem a Câmara, enquanto o Senado permanece indefinido.
No noticiário corporativo, o presidente-executivo da saudita Aramco, Amin Nasser, afirmou que a estatal trabalha para expandir um oleoduto que contorna o Estreito de Ormuz. O bloqueio efetivo desse ponto estratégico, por onde passavam 20% do abastecimento global de petróleo, redesenhou os fluxos de energia e as prioridades de investimento em infraestrutura entre os produtores da região. Trump disse ainda ter acertado com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a suspensão de um financiamento de US$ 4 bilhões a Israel após o fim deste ano.
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