Por que Flávio Bolsonaro foi intimado a entregar os passaportes?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue seus passaportes às autoridades. A intimação foi cumprida na segunda-feira (26/10), depois de o parlamentar ser abordado pela Polícia Federal em Brasília, e o prazo de 24 horas se encerrou nesta terça-feira (27/10), por volta das 12h. A decisão está sob sigilo e foi tomada no âmbito do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e o setor de apostas no Rio de Janeiro.
Segundo Flávio, a ordem de Moraes se baseou em uma declaração de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que defendeu que ele deixasse o país caso perdesse a eleição. Em vídeo nas redes sociais, o senador afirmou que foi abordado pela PF ao sair da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e disse que nunca pensou em sair do Brasil. O governo da Argentina informou ao Brasil que não há registro de entrada oficial do senador no país por posto migratório e que não recebeu pedido de asilo em relação a ele.
O inquérito apura movimentações financeiras consideradas atípicas, vínculos entre empresas do advogado e o setor de apostas, além da relação próxima entre Tomaz e Flávio, incluindo viagens internacionais custeadas por empresas do empresário. O escritório de Tomaz afirmou que todas as empresas e participações do advogado são lícitas e que a relação entre os dois é de amizade entre famílias. O ex-governador do Rio Cláudio Castro, também citado na investigação, nega ilegalidades.
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