Por que o CEO do Airbnb passa 3 horas por dia recrutando futuros funcionários
O CEO do Airbnb, Brian Chesky, dedica cerca de três horas por dia ao recrutamento de novos funcionários, mesmo comandando uma empresa avaliada em US$ 98 bilhões e com mais de 8.200 colaboradores. Em entrevista à revista Time, ele afirmou que não enxerga a contratação como uma atribuição exclusiva do setor de recursos humanos.
Chesky explicou que não se limita a aprovar a escolha de cargos executivos. Ele se descreve como co-gestor das contratações de todos os subordinados de seus subordinados diretos, sem que isso represente desconfiança na capacidade de sua equipe de liderança. Segundo ele, a decisão passou a ser compartilhada porque cada contratado pode, no futuro, ocupar uma cadeira na própria equipe de liderança. "Nós dois precisamos concordar com a contratação porque, quando meu executivo se aposentar, naturalmente vão olhar para a pessoa abaixo dele como sucessora", afirmou. "Se for a pessoa dele, e não a minha, talvez ela não esteja alinhada filosoficamente comigo."
Chesky conta que passou a dar mais atenção ao tema após uma conversa com Sam Altman, cofundador e CEO da OpenAI, que lhe disse que contratar deveria representar 50% do trabalho de um executivo. "Nunca foi 50% do meu trabalho. Nem mesmo 10%. Então eu nunca dediquei tempo suficiente à contratação e nunca tratei isso como uma prioridade alta o bastante", relembrou. A amizade entre os dois começou em 2006, quando Altman ajudou a mentorá-lo na aceleradora Y Combinator. Hoje, ele diz considerar a contratação a prioridade número um dentro do Airbnb. "A filosofia básica é que não estamos contratando para a empresa de hoje, mas para a empresa de amanhã."
A abordagem de Chesky não é isolada entre executivos de grandes companhias. O CEO da Twilio, Khozema Shipchandler, disse à Fortune que entrevista candidatos em jantares de 45 minutos e vê como sinal de alerta o uso excessivo do pronome "eu" ou a ausência de perguntas. O CEO da seguradora Bupa, avaliada em US$ 25 bilhões, considera entrevistas de uma hora perda de tempo e submete candidatos a seis horas de avaliações. Sanjay Beri, da Netskope, admite telefonar para referências não indicadas pelos candidatos. Ryan Breslow, da Bolt, foi além: eliminou todo o departamento de recursos humanos, que, segundo ele, criava burocracia excessiva.
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Por Redação