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Por que quem hesita em liderar pode ser a melhor escolha para o cargo

Por Redação
Atualizado em 23/10/2026 às 08:20 schedule 2 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Organizações costumam tratar autoconfiança e ambição explícita como sinais de prontidão para a liderança. O resultado, porém, pode ser a promoção de quem deseja o cargo mais do que compreende suas exigências, enquanto profissionais com reservas legítimas são ignorados. Para os autores, querer liderar não é o mesmo que estar preparado para liderar — e a hesitação, por si só, não qualifica nem desqualifica ninguém.

O ponto decisivo é a origem da relutância. Ela pode vir de dúvida sobre as próprias capacidades, de falta de informação sobre a função ou da percepção de que os benefícios não compensam as renúncias — cenários geralmente solucionáveis. Já a recusa em liderar por simples falta de interesse tende a não mudar. Avaliar exige clareza sobre escopo, responsabilidades e critérios de sucesso, além de verificar alinhamento com valores e objetivos do profissional, sua curiosidade para lidar com complexidade, sua abertura a aprender e seu histórico de colaboração.

Os autores descrevem o caso de uma CEO de startup que hesitou diante da relutância de uma desenvolvedora sênior, responsável pelo principal produto da empresa, em assumir a liderança técnica. Após conversas, concluiu que a hesitação não era impedimento, e sim parte da razão para promovê-la: montou um plano de desenvolvimento com acompanhamento mensal, mentorias e treinamentos de comunicação. A lição, segundo eles, é que nem sempre quem levanta a mão primeiro é a melhor escolha para liderar.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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