Portugal. Bispo do Algarve: “A Igreja não pode ficar calada”
O novo bispo do Algarve, Dom Vitorino Soares, afirmou que a Igreja não pode se calar diante de situações de sofrimento e injustiça. Em entrevista aos jornalistas Henrique Cunha, da Renascença, e Octávio Carmo, da Agência Ecclesia, o religioso declarou que “a Igreja não pode estar calada” onde houver fome, discriminação, perseguição e solidão.
Dom Vitorino Soares tomou posse na diocese do sul de Portugal em setembro. Ele disse que a Igreja “tem que ser a voz de Jesus Cristo” e que sua atuação deve seguir o exemplo do que Ele faria hoje. Segundo o bispo, essa atenção se dirige sobretudo àqueles que nem sempre ocupam o primeiro plano nas preocupações das instituições religiosas ou políticas.
O bispo afirmou que sua prioridade inicial é conhecer a realidade da diocese, o que exige presença, escuta e contato pessoal. Ele mencionou o desejo de percorrer todas as paróquias, tanto no litoral quanto no interior, incluindo as mais ricas, pobres, populosas, envelhecidas ou isoladas. “Não vou fazer planos sem conhecer a realidade”, disse.
Sobre a presença de imigrantes na região, Dom Vitorino Soares afirmou que não os vê como problema. Ele citou os eixos apontados pelo Papa Francisco — acolher, acompanhar, promover e integrar — como orientação para a realidade algarvia. O bispo destacou que a Cáritas diocesana e grupos caritativos nas paróquias já desenvolvem trabalho junto a essas populações e defendeu que todos sejam reconhecidos como pessoas, com direitos, independentemente de cultura, origem ou cor.
Esta matéria foi publicada primeiro em Religião · Vatican News PT e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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Por Redação