Quem vai ganhar as midterms? Os gráficos que mostram como a eleição dos EUA será decidida
Os eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira (3/11) para definir o restante do mandato de Donald Trump na Presidência. Milhares de disputas ocorrem em todo o país, mas o foco principal está na escolha dos integrantes da Câmara dos Representantes e do Senado, as duas Casas do Congresso, ambas atualmente controladas pelos republicanos.
Um dos fatores que explicam a expectativa democrata de recuperar o controle do Congresso é a baixa aprovação presidencial, indicador relevante do desempenho do partido nas urnas. Segundo o site Silver Bulletin, Trump iniciou o segundo mandato com aprovação pouco acima de 50%, índice que caiu rapidamente para a faixa dos 40%. No fim de fevereiro, quando decidiu lançar ataques aéreos contra o Irã em conjunto com Israel, a aprovação estava em torno de 42% e, pouco depois, recuou para menos de 40%. Atualmente, está em cerca de 38%. Há oito anos, no mesmo ponto do primeiro mandato, a taxa era de 43%; a de Joe Biden, no período equivalente, era de 40%. Nos dois casos, o presidente perdeu a Câmara nas eleições de meio de mandato, mas manteve o Senado.
Na Câmara, a maioria republicana é frágil: são 218 representantes, exatamente o número necessário para controlar a Casa, além de um parlamentar independente que vota com eles. Todas as 435 cadeiras estão em disputa, mas o Cook Political Report estima que apenas 18 distritos estão em disputa acirrada — 14 hoje ocupados por republicanos e quatro por democratas. Historicamente, o partido do presidente perde, em média, 27 cadeiras nessas eleições, segundo dados que remontam a 1934; das 23 eleições realizadas desde então, o partido do presidente ampliou sua representação em apenas três. No Senado, os republicanos ocupam 53 das 100 cadeiras, contra 45 democratas e dois independentes que votam com eles. Trinta e cinco cadeiras estarão em disputa, mas apenas sete são consideradas indefinidas — seis ocupadas por republicanos e uma por democrata.
O custo de vida desponta como a principal preocupação dos eleitores. Trump prometeu na campanha de 2024 “acabar com a inflação e tornar a vida mais acessível”, mas a guerra com o Irã interrompeu o fornecimento de energia do Oriente Médio e fez o preço da gasolina chegar a US$ 4 (R$ 21,75) nos EUA. Uma pesquisa de agosto constatou que 63% dos entrevistados desaprovavam a condução da situação pelo presidente. Saúde e imigração também aparecem entre os temas apontados como importantes, com candidatos democratas concentrando a campanha nos altos custos dos planos de saúde.
Os republicanos contam com uma vantagem financeira: em meados de outubro, o Comitê Nacional Republicano e grupos aliados tinham cerca de US$ 320 milhões (R$ 1,74 bilhão) em caixa, contra pouco menos de US$ 230 milhões (R$ 1,25 bilhão) dos democratas, além de mais de US$ 160 milhões (R$ 870 milhões) em recursos do grupo MAGA Inc., principal braço de arrecadação do movimento de Trump. Mais de US$ 1 bilhão em anúncios políticos foram exibidos em setembro, segundo a AdImpact, com os republicanos gastando US$ 200 milhões a mais que os democratas. Seja qual for o resultado, a atenção logo se voltará para a eleição presidencial de 2028, quando Trump estará constitucionalmente impedido de concorrer a um terceiro mandato.
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