“Se der errado, é pouco”: ainda dá tempo de lucrar com o Tesouro IPCA+?
Quem apostou nos títulos públicos atrelados à inflação começou a colher resultados. Nos últimos 30 dias, o Tesouro IPCA+ 2032 recuou de 8,15% para cerca de 7,65% ao ano em juro real, enquanto o papel com vencimento em 2040 caiu de 7,63% para 7,31%, segundo análise da Ghia Multi Family Office. A queda das taxas valoriza a carteira de quem já estava investido.
Para o diretor da casa, Bruno de Paula, a maior parte do movimento de fechamento das taxas ainda não aconteceu. O estudo associa parte relevante da pressão sobre os juros reais à percepção dos investidores sobre a política fiscal, que em ano eleitoral passa pela orientação econômica dos candidatos. O modelo da Ghia indica que o juro real de 10 anos reage com força à inflação em 12 meses e ao CDS de 5 anos, e de forma modesta ao resultado primário.
A Ghia cita o exemplo de Chile, Colômbia e Peru, que elegeram governos percebidos como pró-mercado e viram os juros de 10 anos caírem antes da confirmação do resultado. Apesar da leitura construtiva, a casa evita vencimentos muito longos e mantém prazo médio próximo ao do IMA-B, em torno de seis anos. Para a pessoa física, o diretor aponta ETFs que replicam o índice como forma de acompanhar a tese sem depender de um título específico.
Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentarSobre o autor
Por Redação