Silva tem reencontro feliz com público carioca ao fazer o show autoral em que resume e celebra 15 anos de carreira
O cantor capixaba Silva apresentou na noite de sexta-feira, 6 de novembro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro (RJ), a estreia carioca do show “Silva canta / Canta Silva”. O espetáculo é inteiramente autoral e foi concebido para resumir e celebrar os 15 anos de carreira do artista, iniciada com a edição do EP “Silva” em 4 de outubro de 2011.
Durante a apresentação, Silva reiterou diversas vezes o amor pelo público que ocupou a pista e as arquibancadas da casa. O reencontro foi comemorado como uma retomada da relação com a plateia carioca, após a recepção morna ao show “Encantado”, em novembro de 2024. Atento aos sinais do público, o cantor retomou a leveza pop em “Rolidei” (2026), álbum solar que representou um retrocesso calculado em uma discografia até então marcada por trabalhos mais ambiciosos como “Cinco” (2020) e o próprio “Encantado” (2024).
Em circulação pelo Brasil desde setembro, o show não é a turnê de lançamento de “Rolidei”: do repertório do disco, Silva recupera apenas o ska “Deus de batom” e “Ouvir a maré”. O roteiro revisita caminhos autorais construídos ao lado do irmão, Lucas Silva de Souza, com parcerias pontuais de Criolo e Jorge Drexler, coautores de “Soprou” (2020) e “Recomenzar” (2024), respectivamente.
No palco, Silva alternou teclados, violão e violino — este último em “A visita” (2011) —, acompanhado pelo trio formado por Gabriel Ruy (bateria), Hugo Maciel (baixo) e Rômulo Quinelato (guitarra). O percurso passou pelo indie pop de “2012”, que abriu a apresentação após a “Intro”, e chegou ao axé pop “A cor é rosa” (2018), alocada no bis por ser a composição mais famosa do artista. O roteiro incluiu ainda “Um pôr do sol na praia” (2019), “Duas da tarde” (2018), “Caju” (2018), “Palavras no corpo” (2018) — melodia escrita sobre letra do poeta Omar Salomão —, “Totalmente seu” (2021), composta com Marisa Monte, “Feliz e ponto” (2015) e “Brisa” (2018).
Sob a lona do Circo Voador, a linearidade do roteiro se dissolveu diante da receptividade festiva habitual da plateia, que acompanhou as palmas e os coros conduzidos pelo cantor. “Entardecer” (2014) teve efeito mais discreto junto ao público, mas, no geral, o show consolidou o reencontro do artista com o público carioca.
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