“Só arrume um trabalho”: Mark Cuban aconselha jovens a esquecer o “emprego perfeito”
Antes de se tornar um investidor bilionário do setor de tecnologia, Mark Cuban vendeu sacos de lixo, fatiou frios em delicatessens, deu aulas de dança e trabalhou como bartender — tudo antes de concluir a faculdade. Essas experiências, segundo ele, ensinaram o valor de aparecer, trabalhar duro e entregar resultados. É a partir dessa trajetória que ele dirige um conselho direto aos jovens que enfrentam um mercado de trabalho difícil.
“Não procure o emprego perfeito, porque eles são difíceis de encontrar. Apenas consiga um emprego”, afirmou Cuban no podcast The Diary of a CEO. Para ele, aceitar uma vaga em uma rede de fast-food pode ser o primeiro passo: o importante não é permanecer ali para sempre, mas demonstrar a futuros empregadores a capacidade de assumir responsabilidades e crescer. “Mesmo que sua missão na vida não seja se tornar gerente de um McDonald’s ou de um Dairy Queen, o fato de conseguir mostrar a um futuro empregador que você subiu na carreira… é isso que importa”, disse.
O investidor reconhece que uma evolução profissional consistente pode levar dois ou três anos, mas alerta que muitas pessoas não querem pensar nesse horizonte e acabam acreditando que estão presas. A chave, segundo ele, é reconhecer a frustração sem deixar que ela domine as decisões. Em entrevista à Fortune, Cuban explicou que o aproveitamento do primeiro emprego começa por cumprir horários e desenvolver habilidades interpessoais úteis ao longo de toda a carreira — aprender a trabalhar para um chefe, fazer um bom trabalho, reduzir o estresse dos gestores e se relacionar bem com colegas, independentemente das diferenças.
Além das habilidades comportamentais, ele recomenda que profissionais em início de carreira entendam como funciona a progressão dentro da empresa, como o negócio gera receita e de que forma podem contribuir para esse crescimento. “Descobrir como ser mais produtivo no trabalho”, resumiu. Esse conjunto de competências, afirma, ajuda a ganhar a confiança dos gestores e a construir bases para objetivos mais ambiciosos.
Outros líderes de tecnologia compartilham visão semelhante. Em discurso para formandos da Universidade Stanford, o CEO do Google, Sundar Pichai, disse que as escolhas que mais geram ansiedade no início da vida profissional têm menos consequências do que se imagina. Já o CEO da Nvidia, Jensen Huang, que lavou pratos e limpou banheiros em uma unidade da rede Denny’s, afirmou que expectativas muito altas dificultam o desenvolvimento da resiliência. “Pessoas com expectativas muito altas têm baixa resiliência. E, infelizmente, resiliência é importante para o sucesso”, disse.
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