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Treasuries nos EUA e receio fiscal no Brasil: o que fez Ibovespa cair 0,99% nesta 5ª

Atualizado em 24/09/2026 às 20:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira em queda de 0,99%, aos 183.965,91 pontos, perdendo o patamar dos 184 mil pontos. Na mínima do dia, o índice chegou a 183.834,97 pontos, enquanto na máxima subiu a 186.211,43 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,89 bilhões.

O movimento foi pressionado pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. No fim da tarde, o Treasury de 10 anos marcava 5,2209%, ante 5,114% na véspera, em meio a preocupações renovadas com a inflação e a possibilidade de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve. Segundo a estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad, os juros longos norte-americanos atraem o capital global para a segurança da renda fixa dos EUA, drenando a liquidez e o apetite por ativos de risco em mercados emergentes como o Brasil. Isso explica, segundo ela, a "intensa pressão vendedora sobre a bolsa local e o movimento de realização de lucros".

No cenário doméstico, o analista de renda variável Felipe Cima, da Manchester Investimentos, apontou como fator negativo o relatório de avaliação fiscal do governo, que indica gasto acima do esperado e maior dificuldade de conversão das contas, com frustração de receitas. O documento reduziu de R$ 17,9 bilhões para R$ 16,1 bilhões a necessidade prevista de contenção de verbas de ministérios para respeitar regras fiscais, mas apontou piora significativa na previsão de déficit fiscal em 2026. Cima também citou a possível retirada da receita com as bets e a expectativa de novidades sobre programa bancado pelo Tesouro Nacional referente ao endividamento das famílias.

O petróleo referendou os receios inflacionários: o barril do contrato Brent fechou em alta de 3,41%, a US$ 106,60, diante da ausência de sinais de progressos diplomáticos efetivos nas negociações entre EUA e Irã. Em Nova York, o S&P 500 encerrou quase estável, em sessão que teve como pano de fundo o encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o chinês Xi Jinping. Trump afirmou que os dois tiveram uma "ótima reunião".

Entre os destaques da bolsa, Petrobras PN caiu 0,69% e Petrobras ON recuou 0,86%, apesar da alta do petróleo. Vale ON perdeu 1,15%. Itaú Unibanco PN cedeu 1,18%, Bradesco PN caiu 1,39% e Banco do Brasil ON recuou 2,84%, enquanto Santander Brasil Unit subiu 0,51%. RD Saúde ON desabou 5,38%, após o Mercado Livre anunciar a expansão de seu negócio de varejo farmacêutico no país. Yduqs ON avançou 2,95%, com o anúncio de fusão com a Afya. Vamos ON valorizou-se 1,85%, após o Citi elevar o preço-alvo da ação para R$ 4,10.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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