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Treze gigantes nacionais perdem quase todo o valor de mercado na Bolsa

Por Redação
Atualizado em 29/08/2026 às 15:50 schedule 2 min de leitura visibility 14 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Queda de até 99,9%: veja as gigantes que derreteram na Bolsa desde 2023

Grandes empresas brasileiras de setores variados acumulam perdas históricas na B3 desde janeiro de 2023. Em um cenário de juros altos e endividamento excessivo, companhias como Casas Bahia, Americanas e Azul registraram desvalorização de até 99,9% em suas ações. Para evitar a falência, muitas recorreram a recuperações judiciais, processos que costumam sacrificar o capital dos antigos acionistas.

A Sequoia Logística lidera o ranking negativo, com queda de 99,99% — as ações passaram de R$ 586 para R$ 0,07. Na sequência aparecem a incorporadora Gafisa, com recuo de 99,92%, e a companhia aérea Azul, que perdeu 99,91% do valor. Gol, Lojas Americanas e Casas Bahia também tiveram perdas superiores a 99%, refletindo crises profundas em seus modelos de negócio.

Embora cada empresa tenha problemas internos — como os erros contábeis das Americanas e a expansão acelerada da Sequoia —, o vilão comum é o ambiente de juros elevados. Com o custo do crédito mais alto, fica caro tomar novos empréstimos ou rolar dívidas antigas. Muitas dessas companhias já acumulavam débitos pesados e, com o consumo das famílias enfraquecido, perderam a capacidade de financiar prejuízos. A falta de confiança dos investidores derruba o preço das ações rapidamente.

Para evitar a falência, muitas empresas entraram em recuperação judicial ou extrajudicial, suspendendo cobranças e renegociando prazos com credores. Nesse processo, é comum o grupamento de ações, que junta papéis baratos para formar uma nova ação de valor maior. Na prática, porém, isso gera diluição agressiva: o acionista antigo passa a deter uma fatia muito menor da empresa.

Entre os casos emblemáticos, a Oi teve a falência decretada pela Justiça após a segunda tentativa frustrada de reestruturação. Já a Gol entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos em 2024, caminho comum para aéreas com dívidas em dólar. Como resultado da reestruturação, que transferiu valor do negócio para novos investidores e credores, a Gol deixou de negociar ações na B3 em março de 2026.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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