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Trump diz que EUA podem atacar novo complexo nuclear subterrâneo do Irã

Por Redação
Atualizado em 05/09/2026 às 14:35 schedule 2 min de leitura visibility 3 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O complexo abriga dois sistemas de túneis construídos em grande profundidade e protegidos por entradas fortificadas, segundo informações da agência Reuters. Localizada cerca de 220 quilômetros ao sul de Teerã e a apenas dois quilômetros de Natanz, a instalação começou a ser construída em 2020, após uma explosão atribuída pelo Irã a uma ação de sabotagem danificar uma unidade usada no desenvolvimento de centrífugas avançadas. Na época, o então chefe do programa nuclear iraniano, Ali Akbar Salehi, anunciou a construção de uma estrutura “mais moderna, maior e mais completa” no interior da montanha. As centrífugas são utilizadas no processo de enriquecimento de urânio.

Imagens de satélite analisadas pelo think tank Instituto para Ciência e Segurança Internacional, centro de estudos especializado em proliferação nuclear, indicam que partes do complexo estão localizadas a pelo menos 100 metros de profundidade. As entradas também foram reforçadas pelo regime iraniano nos últimos meses. Teerã afirma que não há atividades nucleares no local. No entanto, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou que o próprio Irã havia anunciado a intenção de utilizar o complexo em seu programa nuclear.

Esta não foi a primeira ameaça de Trump contra a instalação. Em julho, o republicano afirmou que Washington estava acompanhando o local e poderia atacá-lo. “Vamos destruir Pickaxe Mountain. Digam aos iranianos que estejam preparados”, declarou Trump na ocasião. O complexo não foi atingido nos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025 nem nos ataques iniciados em fevereiro deste ano. Natanz, Fordow e Isfahan, porém, sofreram danos durante as ofensivas.

Especialistas avaliam que a profundidade da instalação pode colocá-la além do alcance até mesmo das bombas americanas desenvolvidas para destruir estruturas subterrâneas. Um ataque poderia exigir uma operação terrestre, ações de sabotagem ou o emprego de armamentos capazes de penetrar profundamente no solo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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