Trump subestimou o Irã e perdeu o controle da guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subestimou a capacidade de resistência do Irã e transformou o que seria uma guerra de rápida vitória em um conflito prolongado, caro e de consequências imprevisíveis. Seis meses após o início das hostilidades, dos quatro objetivos iniciais anunciados — derrubar o regime dos aiatolás, impedir a fabricação de armas nucleares, cessar o apoio iraniano a grupos terroristas e anular a marinha iraniana —, apenas o último foi parcialmente alcançado.
Induzido pela facilidade com que capturou Nicolás Maduro, Trump acreditou que a guerra duraria poucos dias. No entanto, o Irã continua transferindo armas ao Hezbollah, Hamas e Houthis, e o Hezbollah se recusa a se desarmar, sabotando o plano de paz entre Líbano e Israel. O Irã também expandiu o conflito para a arena econômica, fechando o Estreito de Ormuz e elevando o preço do barril de petróleo, além de bombardear bases aéreas norte-americanas no Golfo Pérsico e em Diego Garcia.
Sem consultar o Congresso ou países aliados, Trump viu a guerra se militarizar ainda mais. O Irã oferece recompensa de US$ 30 mil a quem capture ou mate um militar americano, e o país nomeou Moshen Rezai, ex-comandante da Guarda Revolucionária e linha-dura, para o Conselho Supremo de Segurança Nacional. Enquanto isso, Arábia Saudita, Paquistão e Turquia criaram um pacto trilateral de defesa, temendo a permanência dos EUA na região.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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