‘Viva o equilíbrio fiscal’, diz governador cotado para a Fazenda sobre secretário
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), informou nesta segunda-feira, 2, por meio das redes sociais, que o atual secretário de Fazenda do Estado, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, permanecerá no cargo no próximo mandato. Na mensagem, Fonteles agradeceu ao secretário por aceitar a renovação da missão e encerrou com a frase: “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.
“Nossos agradecimentos por aceitar a renovação dessa missão tão importante para garantir o equilíbrio fiscal do Estado do Piauí e, consequentemente, as diversas políticas públicas que melhoram a vida do nosso povo”, escreveu o governador na publicação.
Fonteles, que é cotado para assumir o Ministério da Fazenda no governo Lula, afirmou que o Piauí ocupa o primeiro lugar do Brasil em taxa de investimentos públicos em relação à receita. Segundo ele, o Estado tem capacidade de pagamento B+, conforme avaliação do Tesouro Nacional, e despesa de pessoal controlada, em 38%. Ainda de acordo com o governador, o Piauí é um dos dois únicos estados do País sem dívida junto ao governo federal e apresenta taxa de endividamento total inferior à metade da registrada em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Matemático apontado como um “prodígio” no PT, Fonteles negou ter discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com outras pessoas a possibilidade de assumir um cargo no quarto mandato do petista. Uma semana após a reeleição do presidente, o principal cotado à Fazenda conta com sinalização positiva de setores da economia e do mercado financeiro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que o governo Lula fará equilíbrio fiscal com o corte de privilégios, e não em benefícios sociais.
O principal obstáculo a uma eventual ida para o ministério é o fato de Fonteles ter sido reeleito governador do Piauí no último dia 4 com 70,90% dos votos válidos, a maior vitória porcentual do País. Conforme mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, caso assuma um cargo no governo Lula sem tomar posse no governo do Piauí, será a primeira vez em 108 anos que um político eleito por voto popular decide não assumir o governo estadual.
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