Votação chega ao fim em eleição polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro
As quase 500 mil seções eleitorais espalhadas pelo Brasil começaram a ser fechadas às 17h deste domingo, dando início à expectativa pela divulgação do resultado da disputa pela Presidência da República entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Os mais de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar puderam comparecer às urnas ao longo do dia — a votação começou às 8h e terminou às 17h pelo horário de Brasília.
Lula e Flávio votaram no começo da manhã e manifestaram confiança na vitória. Em São Bernardo do Campo (SP), o presidente fez apelo para que eleitores com mais de 70 anos comparecessem às urnas e afirmou que estava em jogo a escolha entre o "fortalecimento do regime democrático e a barbárie". No Rio de Janeiro, em Vila Isabel, o senador disse esperar vencer já no primeiro turno e afirmou que suas pesquisas internas apontavam ultrapassagem há algum tempo.
Para a eleição terminar neste domingo, um dos candidatos precisa conquistar mais de 50% dos votos válidos, quando são desconsiderados brancos e nulos. Levantamentos do Datafolha e da Quaest apontaram empate técnico no primeiro turno nos votos válidos, com vantagem numérica de Lula de 3 pontos na primeira e de 1 ponto na segunda. Outra pesquisa, do MDA, colocou o presidente com 47,8% dos votos válidos contra 42,1% de Flávio. Os números indicavam a possibilidade de uma nova rodada de votação, que aconteceria em 25 de outubro.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou confiar em um processo tranquilo e disse, ao votar em Brasília, que as eleições transcorreriam "na maior normalidade". Em entrevista coletiva, frisou que a votação ocorria com transparência, que as urnas funcionavam normalmente e que não houve necessidade de votação manual em nenhum ponto do país. O TSE também não identificou indicativo de interferência estrangeira no pleito.
A campanha foi marcada por polêmicas que envolveram o Judiciário, denúncias de corrupção e temores de interferência externa. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que a corporação abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano, com possível objetivo de interferir nas eleições. A apuração foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU) após reportagem do jornal inglês The Guardian. Além da Presidência, os eleitores escolheram neste domingo governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal, 54 dos 81 senadores, 513 deputados e integrantes das Assembleias Legislativas e da Câmara Distrital.
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Por Redação