Wall Street sobe com techs e queda no petróleo e nos rendimentos dos Treasuries
Os três principais índices acionários dos Estados Unidos fecharam em forte alta nesta quinta-feira, impulsionados por uma recuperação generalizada liderada pelo setor de tecnologia. O movimento ocorreu após a queda nos preços do petróleo, a redução nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e dados sólidos do mercado de trabalho, fatores que ajudaram os mercados a superar o primeiro aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve em mais de três anos.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,62%, para 51.779,85 pontos. O S&P 500 teve alta de 1,14%, para 7.637,74 pontos, e o Nasdaq Composite avançou 1,69%, para 26.418,30 pontos. O setor de tecnologia liderou os ganhos percentuais entre os 11 principais setores do S&P 500. Apenas o setor financeiro e o de bens de consumo básico fecharam em baixa, com perdas mínimas.
Segundo Robert Pavlik, gerente sênior de portfólio da Dakota Wealth, o interesse se concentrou nas áreas do mercado que foram duramente atingidas antes do aumento da taxa pelo Fed. Já Ross Mayfield, analista de estratégia de investimentos da Baird, afirmou que o mercado demonstrou alívio com a coerência do Fed, já que todos os votos foram no mesmo sentido, e destacou que o chair da instituição, Kevin Warsh, ressaltou novamente a independência do banco central.
Na quarta-feira, os formuladores de política do Fed votaram por unanimidade pelo aumento da taxa básica de juros pela primeira vez desde julho de 2023. O comunicado afirmou que o Fed está empenhado em promover um retorno mais rápido à sua meta de inflação de 2%, preparando o terreno para mais medidas de aperto monetário neste ano. Atualmente, os mercados precificam uma probabilidade de 53,1% de outro aumento de 25 pontos-base na próxima reunião, em outubro, ante 27,2% há uma semana, segundo a ferramenta FedWatch da CME.
Os preços do petróleo bruto caíram e atingiram a menor cotação em uma semana, após relatos de que o petróleo saudita estava sendo transportado via Omã acalmarem os temores de interrupção no abastecimento. O Índice de Volatilidade de Mercado da CBOE, conhecido como "índice do medo", atingiu seu nível mais baixo em mais de uma semana. Entre os destaques negativos, a CoreWeave caiu 4,2% após anunciar planos de levantar capital, e a Fluence Energy despencou 15,4% após reduzir sua previsão de receita para o ano fiscal de 2026.
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