A paixão política nos cega
O colunista Paulo Polzonoff Jr. afirma que a paixão política é a mais cegante de todas as paixões. Em texto publicado na Gazeta do Povo, ele sustenta que esse tipo de envolvimento ensurdece, endurece o coração e impede que se veja o outro como ser digno e livre. Segundo o autor, a paixão política transforma amigos em inimigos e, não raro, leva as pessoas a fazer o mal jurando fazer o bem.
Como exemplo, o colunista cita reações ocorridas após a vitória de Lula. Ele menciona que empresas e indivíduos anunciaram o fim de doações a iniciativas de caridade, como se a caridade pressupusesse alinhamento ideológico. Também houve, segundo ele, uma campanha para demitir petistas declarados ou enrustidos. Do outro lado, seu lamento encontrou reações de escárnio.
Para Polzonoff, o maior estrago ocorre nas relações cotidianas, quando se evita conviver com quem votou diferente. Ele defende que respeitar a liberdade alheia de dar um voto considerado inaceitável não deveria desaparecer por causa da convicção de superioridade. O colunista conclui que a paixão política, como toda paixão, sinaliza algo desordenado dentro das pessoas.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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