Filha de Michael Jackson acusa espólio do pai de 'má gestão' e cobra R$ 3,2 bilhões na Justiça
Paris Jackson, filha de Michael Jackson, entrou com uma ação na Justiça para obter acesso a US$ 600 milhões — cerca de R$ 3,2 bilhões na cotação atual — do patrimônio do pai. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
Na petição, Paris acusa o espólio do cantor de "incompetência e má gestão financeira" e pede que o valor seja depositado em um fundo familiar controlado por ela e pelos dois irmãos, Prince e Bigi Jackson. Segundo a filha do "Rei do Pop", Michael Jackson determinou que cada filho começasse a receber rendimentos de suas respectivas partes no fundo ao completar 21 anos, com quantias adicionais distribuídas aos 30 e novamente aos 40 anos. O fundo, no entanto, não recebeu nenhum valor desde a morte do cantor, em junho de 2009.
O espólio afirma que mais de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,06 bilhão) já foram distribuídos a Paris Jackson e a outros beneficiários. De acordo com a petição, o executor não tomou as providências necessárias, e o documento pede que a Justiça determine uma "distribuição parcial e razoável" ao fundo familiar.
Os advogados de Paris apontam que o espólio arrecadou bilhões por meio de negócios como a venda de sua participação de aproximadamente 10% na EMI Music Publishing para a Sony, por mais de US$ 287 milhões (cerca de R$ 1,53 bilhão); a venda do Neverland Ranch por US$ 22 milhões (cerca de R$ 117 milhões), em 2020; e um acordo de 2023 com a Sony envolvendo músicas e outros direitos de Jackson, que resultou em um pagamento de US$ 750 milhões (cerca de R$ 4 bilhões).
Conforme o The New York Times, Michael Jackson morreu devendo mais de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,66 bilhões), além de outras pendências com o fisco norte-americano. Um representante da filha do cantor afirmou que ela está "lutando por transparência e prestação de contas" após anos de "atrasos e má gestão financeira" do espólio. Em comunicado, o espólio declarou que os advogados de Paris sabem que o patrimônio do pai está "impedido de financiar doações filantrópicas e os fundos individuais para os beneficiários até que vários obstáculos legais sejam superados".
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