YDUQ3 sobe quase 3% e Cogna cai mais de 5% após combinação de negócios Yduqs-Afya
As ações da Yduqs (YDUQ3) e da Afya fecharam em alta nesta quinta-feira, enquanto a concorrente Cogna (COGN3) registrou forte queda, no primeiro pregão após o anúncio da combinação de negócios entre as duas primeiras companhias do setor de educação, feito na noite de quarta-feira (23).
Os papéis da Yduqs abriram em queda de mais de 4%, mas, após meia hora de pregão, zeraram as perdas e passaram a subir cerca de 1%. No fechamento, YDUQ3 avançou 2,95%, a R$ 11,18. A Afya subiu 1,10%, a US$ 13,73, na Nasdaq. Já a Cogna recuou 5,22%, a R$ 2,18.
Em teleconferência com analistas, o presidente-executivo da Yduqs, Rossano Marques, afirmou que a combinação vai gerar uma companhia com geração de caixa "muito forte", acelerando a estratégia dos grupos no mercado de ensino superior e de especialização focados na área de saúde. Segundo ele, as operações são complementares, o que sustenta a confiança de que o negócio será aprovado pelas autoridades regulatórias, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
As empresas anunciaram mais cedo o acordo para formar a maior companhia de ensino de medicina e cursos na área de saúde do Brasil, que terá a alemã Bertelsmann como maior acionista, com 47,3% de participação. O grupo combinado terá 926 mil alunos de graduação e 5,9 mil vagas anuais de medicina, além de 66% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) vinculado ao segmento de ensino premium.
Segundo os dados apresentados, o grupo combinado teve receita líquida de US$ 1,77 bilhão nos últimos 12 meses encerrados no segundo trimestre e Ebitda de US$ 676 milhões, com margem de 38%. Entre os incentivos do negócio está a possibilidade de geração de R$ 2 bilhões a R$ 2,2 bilhões em sinergias. A Yduqs também anunciou que pretende distribuir R$ 750 milhões em dividendos, cerca de R$ 2,94 por ação, equivalente a um dividend yield de aproximadamente 38%. A conclusão da operação ainda depende de aprovações regulatórias.
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Por Redação