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“Dia da Marmota”: guerra no Irã entra em ciclo sem fim e preocupa mercado de petróleo

Atualizado em 01/10/2026 às 08:35 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A guerra com o Irã entrou em um ciclo de negociações de paz, colapsos diplomáticos e escaladas limitadas de violência que, segundo analistas de geopolítica e energia, deve se repetir pelo menos até as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, e possivelmente além. A avaliação é de que lideranças iranianas, divididas entre autoridades civis e a cada vez mais influente Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), buscam ampliar seu poder de barganha e elevar os custos políticos para o presidente Donald Trump durante o ciclo eleitoral.

“Parece o filme Feitiço do Tempo”, disse Matt Reed, presidente da consultoria Foreign Reports, em referência ao clássico sobre um personagem preso no mesmo dia. Para ele, a repetição pode criar uma falsa sensação de segurança. “Acho que este é um momento muito perigoso”, afirmou. Reed observa que o Irã perde influência, com economia em queda e exportações de petróleo reduzidas, enquanto mais petróleo volta a cruzar o Estreito de Ormuz sob escolta militar americana. “Se combinarmos isso com o calendário eleitoral dos Estados Unidos, os iranianos podem ser tentados a reagir novamente nas próximas semanas.”

Os Estados Unidos e boa parte do mundo já enfrentam preços elevados de gasolina e diesel, e uma nova escalada agravaria o cenário. Como um cessar-fogo duradouro ou um acordo de paz parecem distantes, a administração Trump prefere preservar o status quo até depois de 3 de novembro. Para Dan Pickering, fundador da Pickering Energy Partners, os midterms são uma linha divisória, embora não esteja claro se algo ocorrerá antes ou depois. Ele avalia que Teerã pode acreditar que uma vitória democrata no Congresso aumentaria a pressão sobre Trump por termos mais favoráveis ao Irã, enquanto o impasse até novembro poderia recolocar opções militares mais agressivas sobre a mesa.

Thierry Wizman, estrategista-chefe da Macquarie Group, escreveu em relatório que os mercados de energia se preparam para cenários distintos após as eleições americanas, com volatilidades implícitas já precificando resultados bastante diferentes. Mais conflito significaria inflação mais alta, combustíveis mais caros, maiores gastos governamentais e rendimentos mais elevados dos títulos públicos.

O Irã segue exigindo controle sobre o Estreito de Ormuz e o direito de cobrar tarifas pela passagem de embarcações, demandas recusadas pelos Estados Unidos, que insistem em concessões nucleares prévias. “Não tenho certeza de que veremos um acordo de paz não apenas até as eleições legislativas, mas nos próximos seis meses”, disse Marshall Adkins, chefe de pesquisa de energia da Raymond James. Cerca de 13 milhões de barris por dia atravessam o Oriente Médio, contra aproximadamente 19 milhões antes do início da guerra, em fevereiro. Em 29 de setembro, o governo Trump aprovou a liberação adicional de 40 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo, que já está nos menores níveis em 44 anos. Enquanto isso, os países do Golfo enfrentam aumento expressivo dos custos de transporte: o aluguel diário de petroleiros disparou de cerca de US$ 50 mil para US$ 1 milhão, e os prêmios de seguro marítimo avançaram fortemente.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · InfoMoney e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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